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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Avaliação da Capacidade Aeróbia, Testes Diretos e Indiretos

Voltando a falar de avaliação física, um dos componentes mais importantes no processo da avaliação física é a analise da resistência cardiorrespiratória. Também conhecida com capacidade aeróbia, e considerada um dos componentes da aptidão física relacionada à saúde (Pitanga, 2005). Sendo muito utilizado como parâmetro de prescrição do treinamento como para diagnósticos de fatores de risco para doenças cardiopulmonares.

A capacidade aeróbia é entendida como à capacidade de realizar exercícios físicos dinâmicos de moderada a alta intensidade, com a participação dos grandes grupos musculares por um período prolongado de tempo (ACSM, 2000). Para Denadai (2004) a capacidade aeróbia indica na teoria quanto o total de energia pode ser fornecido pelo metabolismo aeróbio. A forma direta de analisar a capacidade aeróbia é através do Consumo Máximo de Oxigênio com a análise de gases, a aplicação de testes diretos dispõem de equipamentos sofisticados, geralmente instalados em locais apropriados como clinicas e laboratórios com a utilização de esteiras e bicicletas ergométricas para sua avaliação. Outro método muito utilizado para avaliar a capacidade aeróbia e com o valor mais acessível é através da estimação de índices fisiológicos associados à resposta dos níveis de lactato (em outro post discutiremos esse tema). Com o avanço da tecnologia esses testes já podem ser levados para o local de treinamento, podendo ser realizados em pistas de atletismo e até em piscinas, porém, o custo elevado da aparelhagem é um fator negativo para aplicação destas avaliações.
Os testes indiretos são cada vez mais utilizados para avaliar a aptidão física e o desempenho atlético. Apesar de não apresentar valores tão fidedignos quanto à ergoespirometria e a análise do limiar de lactato, o baixo custo, a facilidade de aplicação dos testes, a facilidade de avaliar grupos maiores é visto como ponto positivo para sua utilização. Os testes de esforços indiretos assumem uma relação linear entre o “consumo de oxigênio” com a carga de trabalho, podendo ser analisado em conjunto com a frequência cardíaca e escala de percepção de esforço, a resposta dos testes indiretos é obtida através de fórmulas matemáticas e nomogramas após o teste (Queiroga, 2005) que estimam o VO2máximo. Assim como os testes diretos os testes indiretos podem ser escolhidos de acordo com o perfil do avaliado.
Portanto, no inicio de um programa de exercícios físicos é essencial uma avaliação médica para avaliar o estado de saúde do aluno/cliente/paciente e a avaliação física é essencial para analisar a aptidão física sendo imprescindível para identificar zonas e limiares de treinamento, que são parâmetros para uma prescrição individualizada. Então mais importante que realizar “tantos” minutos na esteira ou na bicicleta é de suma importância seguir índices e zonas de treinamentos obtidos na avaliação, associado à um m planejamento adequado. 

Referências
PITANGA, Francisco José Gondim. Testes, Medidas e Avaliação em Educação Física e Esporte, 2005. 4ª. Ed. Phorte Editora.
QUEIROGA, Marcos Roberto. Testes e Medidas para Avaliação da Aptidão Física Relacionada à Saúde em Adultos. 2005, Editora Koogan.
DENADAI, Benedito Sérgio; . ORTIZ, Marcelo Janini e MELLO, Marco Túlio de Índices fisiológicos Associados com uma aeróbia "performance" em Corredores de "endurance":. efeitos da duração da ProvaRev Bras Med Esporte [online]. 2004, vol.10, n.5,pp.401-404. ISSN1517-8692.http://dx.doi.org/10.1590/S1517-6922004000500007. 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Por que fazer uma avaliação física?

A prática regular de exercícios físicos esta em evidência. Sejam pelo apelo feito na mídia “artistas” em busca do corpo ideal, seja pela popularização da pratica esportiva e a maior visibilidade que os atletas têm nos dias atuais como pelo aumento da incidência de doenças crônicas degenerativas e da importância dos exercícios para o tratamento. Exercícios físicos regulares promovem adaptações morfológicas, hormonais e hemodinâmicas que são de grande importância no tratamento não farmacológicos de doenças crônicas como obesidade, hipertensão e  diabetes.
Daí a importância da avaliação física que tem como função reunir maior quantidade de informações possíveis sobre o avaliado, tem grande relevância quando se inicia um programa de exercícios físicos, através dela será traçado um perfil do quadro funcional, morfológico além de também analisar o quadro clinico (históricos de doenças associadas).
A avaliação física é um processo de tomadas de decisão realizada através de testes, com o intuito de quantificar a situação do avaliado e em uma nova avaliação analisar o desenvolvimento promovido pelo programa de exercícios físicos.  Segundo Guedes e Guedes (2006) a avaliação se caracteriza por um processo que se torna possível reunir informações que auxilia na identificação de características individuais associadas a pratica de exercícios físicos. Segundo Pitanga (2005) O processo de avaliação física dever ser continuado, sendo representado pela avaliação diagnóstica, formativa e somativa.
1.       A avaliação diagnóstica é feita no inicio da preparação com o objetivo de conhecer a condição inicial do atleta/aluno.
2.       A avaliação formativa geralmente realizada em períodos da preparação física para verificar o andamento do trabalho.
3.        E a avaliação somativa geralmente é realizada no final da temporada e determina padrões de rendimento.
Através da avaliação física é possível observar aspectos físicos morfológicos, funcional-motor e fisiológico.  A avaliação pode ser o melhor parâmetro de que seu treino esta desenvolvendo adequadamente, se você não esta tendo resultados satisfatórios marque a sua a já.

GUEDES, Dartagnan Pinto. GUEDES, Joana Elisabete Ribeiro.  Manual Prático Para Avaliação em Educação Física. Editora Manole. 1ª. Ed. 2006.
PITANGA, Francisco José Gondim. Testes, Medidas e avaliação em Educação Física e Esportes. Editora Phorte, 4ª. Ed. 2005.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Metabolismo 

Vejo cada vez mais nas academias de ginásticas pessoas falando e “discursando” sobre metabolismo, umas falam que não conseguem emagrecer porque tem o metabolismo lento e outras relatam o contrário, falam que não conseguem ganhar peso pelo fato de ter o metabolismo acelerado. Quando analisamos os artigos mais antigos percebemos que apesar de já existir uma gama de estudos sobre o tema as duvidas ainda são grandes.


Com uma breve analise histórica sobre o metabolismo, encontramos que os primeiros estudos no tema remontam a antiguidade na escola de Hipocrates, baseado na observação de um adulto que não conseguia ganhar peso mesmo ingerindo uma quantidade de alimentos e líquidos muito maior que a sua excreção (King, 1924). Outro estudo que faz uma analise histórica do tema é de Du Bois (1936) onde relata os experimentos Lavoisier em 1780, onde o mesmo identificou e denominou o oxigênio, dizendo que quando o oxigênio combina com substâncias combustíveis liberavam calor, provando ai que a oxidação era à fonte de calor em animais. Surgiram então os primeiros estudos relacionados à calorimetria direta em animais, estendendo seus estudos para o homem, Lavoisier associou que a exposição ao frio, à digestão e a atividade física se associavam ao aumento do consumo de oxigênio pelo organismo e consequentemente autuando no metabolismo

Já no século XIX estudos se pautavam com o estabelecimento das leis da termodinâmica, onde vários calorímetros diretos passaram a ser desenvolvidos na tentativa de aperfeiçoar as propostas de Lavoisier sobre o metabolismo (Durmin e Passmore, 1067). Não se perdendo muito na história e citando alguns artigos mais recentes sobre a taxa metabólica Wahrlich e Anjos (2001) fala de fatores que influenciam na taxa metabólica basal e relata que para mensurar a TMB alguns aspectos devem ser controlados, como a atividade física, ingestão alimentar e o nível de ruído ambiental. Fatores como o tabagismo e período do clico menstrual não podem relacionar-se com a TMB e sim com a taxa metabólica de repouso. 


Mais atualmente os estudos relatam que a TMB sofre influências da composição corporal, idade, gênero, ciclo menstrual, tabagismo, clima e atividade física. Porem, os três componentes mais estudados que influenciam diretamente na taxa metabólica são: a Taxa Metabólica de Basal (TMB), o efeito Térmico do Alimento (ETA) e o Efeito Térmico da Atividade Física (ETAF).


Segundo estudos de Ravussin e Swinbur (1992) conforme demonstra a figura a TMB constitui de 60 a 75% do gasto energético diário e está associado com a manutenção da maioria das funções corporais. O ETA é o aumento cumulativo no gasto energético após as refeições e constitui aproximadamente 8 a 10% do gasto energético diário e o ETAF que é o componente com maior variação no gasto energético diário e pode constituir de 15 a 30%. O ETAF inclui o gasto energético relativo ao trabalho físico, à atividade muscular e ao exercício físico.

Outro fator importante relacionado ao metabolismo é a massa corporal magra, no estudo de Schnaider e Meyer (2017) é demonstrada a importância de uma variedade de exercícios, principalmente para exercícios neuromusculares e combinados (aeróbio e neuromuscular) para manutenção e aumento da massa corporal magra e um posterior aumento do metabolismo.

Então antes de se preocupar com o metabolismo temos que verificar se os fatores que contribuem para o seu aumento ou diminuição estão sendo realizados corretamente. Lembrando que em um programa de exercícios físicos a prescrição deve ser individualizada, a dieta também tem grande importância para que os objetivos sejam alcançados. Se isso não esta acontecendo ou sua dieta esta inadequada ou o exercício não esta suprindo suas expectativas e necessidades. Ai talvez já tenha passado da hora de fazer uma avaliação física e nutricional criteriosa.

Referências:
KING, J. T., 1924. Basal Metabolism: Determination of the Metabolic Rate in the Practice of Medicine. Baltimore: Williams & Wilkins.
DU BOIS, E. F., 1936. Basal Metabolism in Health and Disease. 3rd Ed. Philadelphia: Lea & Febiger.
WAHRLICH, Vivian and ANJOS, Luiz Antonio dos. Aspectos históricos e metodológicos da medição e estimativa da taxa metabólica basal: uma revisão da literatura. Cad. Saúde Pública [online]. 2001, vol.17, n.4, pp. 801-817. ISSN 0102-311X. 
SCNEIDER, P; MEYER, F. O Papel do Exercício Físico na Composição Corporal e na Taxa Metabólica Basal de Meninos e Adolescentes Obesos. R. Bras. Ci. e Mov. 2007; 15(1): 101 – 107.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

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Marcos Barreto Treinamento Personalizado

MARCOS BARRETO ASSESSORIA ESPORTIVA E TREINAMENTO PERSONALIZADO desenvolve um trabalho voltado à promoção da saúde, qualidade de vida do individuo, propondo a criação de planilhas de treinamento específicas. Com a finalidade de viabilizar o bem estar físico e psicológico, através do exercício físico, uma vez que o compromisso é satisfazer o “cliente/ aluno” em seus objetivos, traçando metas da melhor e mais saudável maneira possível. 

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