sábado, 29 de abril de 2017
As duas imagens acima correspondem a dois estudos clássicos que analisaram a relação de testes diretos para análise da capacidade aeróbia com testes indiretos. A 1ª Imagem corresponde ao famoso teste proposto por Kenneth Cooper ou teste de 12 minutos, teste esse que para predizer VO2max o avaliado anda ou corre a maior distância em 12 minutos e a patir utiliza a equação VO2max = (Distância km – 504,1) / 44,79. O engraçado disso é que Cooper não apresentou a equação nesse seu estudo, ele apresentou um nomograma baseado nos estudos de Balke, (1963). Já a 2ª imagem corresponde ao estudo de Balke, (1963). Nesse estudo o VO2max foi correlacionado a distância percorrida em 1, 5, 12, 20 e 30 minutos. Ao que parece pelo gráfico apresentado nesse estudo o tempo de 12 minutos apresenta uma melhor associação com o VO2max obtido de forma direta.
Será que exercícios pliometricos são eficazes para saúde óssea de crianças e adolescentes?
Esse foi o objetivo de Gómez-Bruton A, e colaboradores (2017) e depois de uma análise criteriosa 26 artigos preencheram os critérios de seleção e foram incluídos nesta revisão. Os artigos foram subdivididos em quatro tipos intervenções: Conteúdo Mineral Ósseo (CMO), Densidade Mineral Óssea (DMO), Estrutura Óssea e outros fatores que afetam a massa óssea (ingestão de cálcio, estado puberal, protocolos de treino e raça).
Segundo os autores, em relação ao CMO os exercícios pliometricos promovem benefícios. Uma intervenção combinada de 15 minutos extras de corrida e saltos quando comparados ao grupo controle. Já para a DMO sugeriram mais estudos que comparem diferente tipos de intervenções com a finalidade de determinar qual mais eficaz em relação a massa óssea. Em relação aos Índices de estrutura óssea e força nenhum dos estudos avaliou a estrutura e força óssea, porém sugere que que quanto mais tempo os exercícios são praticados melhores são os benefícios dessas intervenções. Para ingestão de cálcio embora tenham encontrado poucos estudos que avaliaram em conjunto exercícios pliometricos e ingestão de cálcio. Parece que é mais eficaz realizar exercícios e consumir cálcio que realizar o exercício sozinho ou só consumir cálcio. Em relação a maturação biológica sugeriram novos estudos para implementar uma intervenção em crianças púberes e pre-puberes e assim determinar em qual fase o exercício apresenta melhores benefícios apesar de relatarem efeitos positivos em ambas as fases. Quanto a análise do efeito dos exercícios em diferentes raças, apenas dois estudos foram selecionados e após a intervenção e encontraram maiores efeitos na DMO em crianças asiáticas quando comparadas a crianças brancas em programas de treinamento semelhante. Porém, estas diferenças foram atribuídas a diferenças na faixa etária.
Conclusões:
• Intervenções de salto durante a infância e adolescência melhoram os parâmetros de saúde óssea, como a CMO, DMO e a estrutura óssea sem apresentar efeitos colaterais.
• Além disso, estes efeitos são mantidos no tempo após a intervenção ter terminado.
Esse foi o objetivo de Gómez-Bruton A, e colaboradores (2017) e depois de uma análise criteriosa 26 artigos preencheram os critérios de seleção e foram incluídos nesta revisão. Os artigos foram subdivididos em quatro tipos intervenções: Conteúdo Mineral Ósseo (CMO), Densidade Mineral Óssea (DMO), Estrutura Óssea e outros fatores que afetam a massa óssea (ingestão de cálcio, estado puberal, protocolos de treino e raça).
Segundo os autores, em relação ao CMO os exercícios pliometricos promovem benefícios. Uma intervenção combinada de 15 minutos extras de corrida e saltos quando comparados ao grupo controle. Já para a DMO sugeriram mais estudos que comparem diferente tipos de intervenções com a finalidade de determinar qual mais eficaz em relação a massa óssea. Em relação aos Índices de estrutura óssea e força nenhum dos estudos avaliou a estrutura e força óssea, porém sugere que que quanto mais tempo os exercícios são praticados melhores são os benefícios dessas intervenções. Para ingestão de cálcio embora tenham encontrado poucos estudos que avaliaram em conjunto exercícios pliometricos e ingestão de cálcio. Parece que é mais eficaz realizar exercícios e consumir cálcio que realizar o exercício sozinho ou só consumir cálcio. Em relação a maturação biológica sugeriram novos estudos para implementar uma intervenção em crianças púberes e pre-puberes e assim determinar em qual fase o exercício apresenta melhores benefícios apesar de relatarem efeitos positivos em ambas as fases. Quanto a análise do efeito dos exercícios em diferentes raças, apenas dois estudos foram selecionados e após a intervenção e encontraram maiores efeitos na DMO em crianças asiáticas quando comparadas a crianças brancas em programas de treinamento semelhante. Porém, estas diferenças foram atribuídas a diferenças na faixa etária.
Conclusões:
• Intervenções de salto durante a infância e adolescência melhoram os parâmetros de saúde óssea, como a CMO, DMO e a estrutura óssea sem apresentar efeitos colaterais.
• Além disso, estes efeitos são mantidos no tempo após a intervenção ter terminado.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
sábado, 14 de novembro de 2015
sábado, 8 de agosto de 2015
O Resultado da balança x Dobras
Cutâneas o X da Questão
A balança é um dos equipamentos mais
utilizados e mais odiados nos centros de exercícios físicos “academias de
musculação”. Seu uso muitas vezes é equivocado e a resposta geralmente vem com
a insatisfação do aluno/ clientes com o programa de exercício físico. Mas como
utilizar como aliado esse equipamento “importante” e ao mesmo tempo tão
questionado por alunos e algumas vezes até por professores de educação física?
O que percebo é que existem muitos
críticos ao uso da balança e com o argumento de que “a balança não fragmenta a
composição corporal” ou que as mudanças do peso não são perceptíveis pelo
aumento da massa magra associado a perda de gordura. Já outros argumentam que a
mesma é “um método padrão ouro para análise da massa corporal total e um método
mais palpável para observação do aluno, sendo assim pode e deve ser utilizada
inteligentemente em dias específicos da semana e também para analisar níveis de
hidratação em algumas aulas como spinning, e em grupos de corrida”.
Pontos Importantes a Serem Destacados
A balança é uma medida padrão ouro (quando
calibrada).
A balança se caracteriza por análise de
uma medida de massa.
O resultado da balança está relacionado ao
peso corporal total.
As medidas de massa (balança) não
fragmentam a composição corporal.
Não tem como saber o percentual de gordura
(%G) de uma pessoa através da balança.
Métodos de análise da composição corporal
utilizados em academias como o %G são duplamente indiretos.
Os métodos para análise do %G tem um modus
operandi a ser seguido.
Será que esse modus operandi é seguido?
O modelo de %G através das dobras cutâneas
apresenta margens de erro.
O resultado expresso através da composição
corporal será utilizado para prescrição do exercício físico?
Será que é interessante falar pra um
gordo, que sabe que é gordo, que toda família dele sabe que ele é gordo que o
resultado da avaliação física é que ele está acima do peso?
Dentro desse contexto, tanto a balança
quanto o método de dobras cutâneas tem pontos positivos e negativos. Dentre os
pontos positivos da DC estão: o custo do aparelho é menor comparado a outros
mais sofisticados, é um método não invasivo, aplicável em grandes grupos, não
causa desconforto para o avaliado, material portátil de fácil transporte, boa
correlação com outros métodos para grupos específicos. Como pontos negativos
exige uma maior especialização (treinamento), pouca precisão em indivíduos
obesos, dificuldade de padronização dos avaliadores em relação aos pontos de
medidas, aplicação dos protocolos em grupos distintos. Já a balança apresenta
um ponto positivo que é inigualável, o fato de a pessoa poder se pesar em
qualquer farmácia e um outro ponto que pode ser visto como ponto positivo por
uns e ponto negativo por outros. O resultando
é expresso pelo peso total do indivíduo, sendo assim excelente para verificar
se o indivíduo perdeu peso ou se aumentou peso. Nesse caso, o resultado na
balança é nítido.
Pelo que escrevi acima alguns pensarão que
sou contra o método de dobras cutâneas. Muito pelo contrário acho uma
ferramenta interessante, só que não podemos realizar uma avaliação com dobras
cutâneas todos os dias. Daí que entra a balança, uma ferramenta mais acessível
que no final das contas expressa nitidamente o peso perdido e o peso ganho.
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Qual Protocolo para analise da composição corporal você utiliza?
Para analisar a gordura corporal através das dobras cutâneas são comumente utilizadas modelos matemáticos para estimar a densidade corporal. O uso desses modelos tem larga aceitação devido a sua aplicabilidade, o custo quando comparado a outros métodos mais complexos além da não invasividade do método.
No Brasil, dois pesquisadores desenvolveram e aplicaram equações matemáticas para obtenção da densidade corporal e subsequentemente a estimação do percentual de gordura corporal %G. Os modelos propostos por Guedes e Guedes para uma população especifica do Rio Grande do Sul, universitários de 18 a 35 anos. Já Petroski desenvolveu seu modelo com uma população mais generalizada com idades entre 18 a 66 anos em uma população da Região central do Rio Grande do Sul e da região litorânea de Santa Catarina.
No estudo de Both, et al, (2015) eles comparam a densidade corporal dos modelos de Guedes e Guedes e Petroski, eles também compararam os modelos com a Pesagem Hidrostática através de uma validação cruzada. Ao contrário do esperado as equações generalizadas de Petroski, obtiveram melhores resultados quando comparada aos modelos específicos propostos por Guedes e Guedes.
Em um estudo mais antigo de Petroski (1966) foi analisado a validade de equações matemáticas para estimativa de %G. Foram comparados 41 modelos de sendo 13 modelos generalizados e 28 específicos. Como resultado, as equações generalizadas foram consideradas mais acuradas para estimar a densidade corporal na amostra estudada, inclusive alguns modelos considerados generalizados foram até mais sensível para estimar a densidade corporal de determinada amostra considerada especifica.
A aplicabilidade dos resultados desses estudo sugerem que se o protocolo não for bem escolhido para a determinado publico, você cai no risco de apresentar um resultado sobrestimando, ou pior superestimando o resultado de seu cliente.
No próximo post falarei um pouco de como utilizar a balança como aliada em um programa de exercícios físicos que visam o emagrecimento.
BOTH, Diego Rodrigo; MATHEUS, Silvana Corrêa e BEHENCK, Mauri Schwanck.Validação de equações antropométricas específicas e generalizadas para estimativa do percentual de gordura corporal em estudantes de Educação Física do sexo masculino. Rev. bras. educ. fís. esporte [online]. 2015, vol.29, n.1
Petroski EL, Pires-Neto CS. Validação de equações antropométricas para a estimativa da densidade corporal em mulheres. Rev Bras Ativ Fís Saúde. 1995;1:65-73.
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