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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Economia de Corrida + Treinamento Pliométrico






A Economia de Corrida (EC) pode ser definida como o custo de oxigênio (VO2) para uma dada velocidade submáxima de corrida. Em provas de endurance a EC parece ser vantajosa para realizar a atividade em um menor VO2. O estudo de Tuner et al. (2003) verificou a efetividade da EC após uma intervenção através do treinamento pliométrico (TP) durante 6 semanas.
• Amostra - GC = 8 (4 mulheres e 4 homens), foram orientados a manter a rotina de treinos (corrida). GE = 10 (6 mulheres e 4 homens), além de manter a rotina de treino de corrida foram instruídos a realizar 6 semanas de TP (3 vezes / semana, tipo dever de casa).
• Foram avaliados através de Testes de EC (1), Testes que avaliam a capacidade muscular de armazenar e devolver a energia elástica (2) e Testes de Vo2 max (3). (1) – realizados em esteira horizontal em 3 velocidades diferentes (2.23, 2.68 e 3.13 m/s) respectivamente (8.02, 9.64 e 11.26 km/h) para mulheres e velocidades de (2.68, 3.13 e 3.58 m/s) respectivamente (9.64, 11.26 e 12.88 km/h) para homens. (2) - Testes para avaliar a capacidade muscular de armazenar e devolver energia elástica, com a utilização do Squat Jump e Counter Moviment Jump (taxa de utilização excêntrica = CMJ – SJ), (Índice de força reativa = CMJ/SJ), e taxa de eficiência do CMJ e SJ (que poderá ser discutido em um outro post se perguntarem rsrsrs). (3) – O teste VO2max envolveu sessões intermitentes de corrida na esteira a uma velocidade constante, com graus positivos progressivamente de 2,5 a 7,5%, dependendo da velocidade e da estimativa de aptidão do sujeito. O grau foi aumentado em cerca de 2,5% com cada ataque subsequente e a escolha da velocidade de corrida no teste VO2max foi baseada na resposta do sujeito à velocidade mais alta dos testes de economia. • Resultados – apesar de verificar a EC de diversas velocidades só foram utilizadas as velocidades em que os homens e mulheres realizaram os testes. Sendo assim, as velocidades de 2.68 e 3.13 m.s correspondente a 9.64 e 11.26 km, apesar da analise indicar melhora na EC apenas a velocidade de 3.13m.s (11.26km.h) apresentou diferença significativa (P ≤ 0,05) entre os grupos.


A meu ver um fato interessante nesse estudo e que apesar de se verificar uma melhora na EC de corrida em uma das velocidade em que os homens e mulheres realizaram o teste (velocidade 3.13m.s) nos testes que avaliaram a capacidade muscular (SJ e CMJ) e a capacidade aeróbia (VO2) não foram verificadas melhoras significativas.



Referência
Turner AM1, Owings M, Schwane JA. Improvement in running economy after 6 weeks of plyometric training. J Strength Cond Res. 2003 Feb;17(1):60-7.

Pliometria no Futebol e Carga Ótima de Treinamento





Já é amplamente reportado os efeitos do treinamento pliométrico na melhora do desempenho esportivo. Diversas modalidades esportivas utilizam o método com o objetivo de melhorar a velocidade de corrida, habilidade de mudança de direção, resistência muscular e força máxima. Porém uma pergunta muito realizada é em relação a carga ótima de treinamento. Tentando responder essa questão Ramirez-Campillo et al, (2018) verificaram em 73 jovens de idade entre 10,9 e 15,9 anos engajado em um programa de treinamento com o futebol o efeito do TP. Os grupos foram randomizados em Grupo com altura fixa (GFixed n = 25), Grupo de altura ótima (GOpt, n = 24) e grupo controle (CG, n = 24). Os grupos de GFixed e GOpt realizaram o TP duas vezes na semana onde ouve uma substituição de treinos técnicos-táticos e o CG continuaram com a mesma rotina.
A diferença entre os grupos experimentais é que o GFixed utilizou caixa de altura fixa (30cm) e o grupo GOpt a altura da caixa foi individualizada através do teste de Índice de Força Reativa (RSI). Foram realizadas avaliações de antropometria, RSI no Drop Jump (achar a altura ideal da caixa), teste de sprint de 20 metros, teste de mudança de direção no Illinois e o teste de corrida de 2,4 km, teste de chute máximo e os testes de agachamento de 5-RMs. De acordo com os resultados os grupos não diferiam antes da intervenção. Porém, após as 7 semanas de treinamento ambos os grupos submetidos ao TP melhoraram na maioria dos testes e com um efeito mais significativo para o GOpt. As únicas variáveis que não melhoraram após o TP foi para o teste de Sprint de 20 metros para o GFixed e em relação ao teste de resistência e o teste de chute máximo para ambos os grupos. A mensagem que fica é que independentemente do método de treinamento que seja utilizado a individualização e a especificidade do treinamento é um aspecto de grande importância para melhora do desempenho. 


REFERÊNCIA
Ramirez-Campillo R, Alvarez C, García-Pinillos F, Sanchez-Sanchez J, Yanci J, Castillo D, Loturco I, Chaabene H, Moran J, Izquierdo M,. Optimal Reactive Strength index: Is it an Accurate Variable to Optimize Plyometric Training Effects on Measures of Physical Fitness in Young Soccer Players? J Strength Cond Res. 2018 Apr;32(4):885-893.

AVALIAÇÃO DE POTÊNCIA DE MMII - ALGUMAS CONSIDERAÇÕES E POUCAS DESCULPAS

Quem trabalha com avaliação de potência de membros inferiores normalmente estão familiarizados com os testes Squat Jump (SJ) e Salto com contra-movimento (CMJ). Estes testes geralmente são realizados em uma plataforma de força e/ou em tapetes de contatos tanto em laboratório como em campo. Uma outra opção com utilização de recursos tecnológicos é através de aplicativos de celular. Porém, outros testes são sugeridos para quem não tem esse aparato tecnológico, dentre eles temos o Sargent test (SAR), Abalakov teste (ABA) e os testes de horizontais com as duas pernas (SH) e o salto triplo ST. 
Com a finalidade de verificar a confiabilidade entre os testes com utilização de aparato tecnológico e sem. Então, Markovic, Dizdar e Cardinale (2004) verificaram a confiabilidade entre o SJ e CMJ através do tapete de contato com os testes sem utilização de tecnologia (SAR, ABA, SH e ST). De acordo com os resultados todos os testes apresentaram o Coeficiente de confiabilidade altos (α = 0,93 e 0,98) só que dentre os testes que apresentaram maiores coeficientes foram o SJ e o CMJ (α = 0,97 e 0,98). Os testes de SJ e CMJ também apresentaram os maiores Coeficiente entre ensaios e coeficiente de correlação intraclasse. Lá no artigo tem mais dados sobre as analises (ver figuras). Porém, a mensagem mais importante que fica, pelo menos para mim é que a falta de recursos tecnológicos não é desculpa para realização de avaliações periódicas e monitoramento de treinamento físico. 

Markovic G, Dizdar D, Jukic I, Cardinale M. RELIABILITY AND FACTORIAL VALIDITY OF SQUAT AND COUNTERMOVEMENT JUMP TESTS. Journal of Strength and Conditioning Research, 2004, 18(3), 551–555 q 2004 National Strength & Conditioning Association. DOI: 10.1519/1533-4287(2004)18<551:RAFVOS>2.0.CO;2




#CMJ 

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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Um teste muito conhecido para determinação do Limiar Anaeróbio (LA) é o teste de Conconi. É uma ferramenta de baixo custo e não invasiva para identificar o LA através do Ponto de Deflexão da FC. A ideia do teste é que como o aumento da velocidade (V) e da FC chega-se a um ponto onde ocorre a PDFC ou velocidade de deflexão, coincidindo com o início do acumulo acentuado de lactato sanguíneo. O estudo original é de 1982. Porém, Conconi e colaboradores (1996) publicou um outro artigo falando sobre as modificações do teste.

Lembro muito bem desse teste nas aulas práticas na faculdade, onde os professores faziam uma adaptação da adaptação do teste.

 1 – Aquecimento de 3 a 5’ com velocidade adaptada de acordo com o condicionamento do avaliado. (#sedentários – 4 a 5 km/h, #ativos – 5 a 7 km/h e #corredores de média e longa distância – 8 a 12 km/h).

2 – A progressão da carga acontecia de 0,5km/h a cada minuto com monitoramento constante da frequência cardíaca e a partir de 10km/h a velocidade era aumentada a cada minuto em 1km/h até a interrupção do teste.

Na descrição do estudo de Conconi (1996) a V é citada no aquecimento e inclusive ele estabelece normas para que o teste não apresente erro para detecção do PDFC.

Onde: 
1 – Aquec. – em geral 5’ minutos. 

2 – V Inicial – começar o teste com uma V baixa a moderada levando em consideração o condicionamento físico, sugerindo: 4 a 5 km/h crianças e sedentários, 5 a 7km/h sprinters e atletas de equipe e 8 a 12 km / h corredores. 

3 - Incrementos na V – Ajuste na V a cada 30 seg e de forma que a FC não se eleve em mais de 8 bpm (conforme a figura retirada do artigo de 1996).  Após perceber o PDFC através de sinais físicos (vermelhidão ou dificuldade respiratória) orientava aumentar a V com a finalidade do avaliado atingir a sua velocidade máxima.

Referência


https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8912066

domingo, 28 de maio de 2017

Um teste muito utilizado para quem trabalha com prescrição de treinamento aeróbio (corrida de rua) é o teste de Weltman. O legal do teste que fornece equações para identificar velocidades associadas para o #LimiardeLactato (LT), concentrações fixas de lactato sanguíneo (FBLC) (2.0, 2.5 e 4.0 mM de lactato) e também para velocidade pico. É um teste de fácil aplicabilidade, onde o objetivo do teste é que o avaliado percorra no menor tempo possível a distância de 3200 metros e o tempo em minutos é utilizado na equação para verificar a velocidade.
Esse teste é baseado em três estudos do Weltman. O primeiro estudo de 1987 como o objetivo de examinar a capacidade de prever o limiar de lactato e as concentrações de lactato sanguíneo fixo de um teste de campo de 3200 m em corredores homens. O Segundo de 1989 com o objetivo examinar a utilidade de um teste de campo de 3200 m para prever o limiar de lactato e concentrações de lactato sanguíneo fixo em mulheres não treinadas e o terceiro estudo de 1990 onde o objetivo era de examinar a capacidade de desenvolver um teste de campo de corrida para prever Limiar de lactato e FBLC em mulheres com diferentes níveis de aptidão.
Agora observem o melhor de tudo isso. Eu peguei as equações dos três estudos e coloquei no programa Excell para verificar a velocidade associada ao LT, supondo que um indivíduo faça 3200m em 9 minutos existirá uma variação de 4.3km/h do primeiro para o segundo estudo, uma variação de 4.3km/h do segundo para o terceiro estudo e de 8.7km/h do primeiro para o terceiro estudo.


https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2674038
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/3429086
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2262230

sábado, 27 de maio de 2017

Com o objetivo que analisar o risco de lesão do Ligamento Cruzado anterior (LCA) do Joelho em atletas, Myer, Ford e Hewett (2008) analisaram a aplicabilidade Tuck Jump (ver figura). Nesse teste o avaliado realiza saltos múltiplos, com flexão de joelhos e quadril durante dez segundos com a finalidade de identificar desequilíbrios musculares.
O legal desse teste é que geralmente o movimento já é utilizada em treinamento de atletas para melhora de potência de MMII e sua utilização também pode ser utilizado como forma de avaliação economizando tempo e dando um bom indicativo de melhora técnica do movimento. A ideia central é que através da análise biomecânica é possível verificar desequilíbrios musculares dos MMII, em atividades pliométricas de alta intensidade. De acordo com a realização do teste é possível verificar se o avaliado apresenta seis erros comuns:
1 – Colapso medial do joelho (valgo dinâmico);
2 – Joelhos não ficam paralelos durante o salto;
3 – Sincronização dos MMII durante o salto (as pernas não ficam paralelas);
4 – Aterrisagem com os pés muito próximos (não consegue manter os pés na largura dos ombros);
5 – Não consegue manter os pés paralelos durante a aterrissagem;
6 – Não conseguir manter os contatos com os pés no solo de forma simultânea.
Como sugestão os autores propõem que durante a pré-temporada sejam realizados treinamentos pliométrico e neuromuscular com o intuito de aumentar o desempenho e reduzir o risco de lesões.
Referêcia:
Myer GDFord KRHewett TE. Tuck Jump Assessment for Reducing Anterior Cruciate Ligament Injury Risk. Athl Ther Today. 2008 Sep 1;13(5):39-44.