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terça-feira, 23 de outubro de 2018


Os saltos têm sido utilizados amplamente para como medida de desempenho neuromuscular. Principalmente pelo fato desse gesto motor está associado com a potência de MMII de diversas populações (atletas, crianças/ adolescentes e idosos). Especificamente em idosos a capacidade de saltar está relacionada com a capacidade funcional, afetando as atividades da vida diária. 
Tradicionalmente os saltos verticais são avaliados através de plataformas de força, células infravermelhas, técnicas de gravação de vídeo, transdutores de posição linear e tapetes de contato, que apresentam boa validade e precisão / confiabilidade em uma variedade de técnicas de salto. Porém, na atualidade o que tem ganhado muita atenção para a avaliação de potência de MMII são os aplicativos de celulares e entre os aplicativos com essa finalidade o mais conhecido é o App My jump para iPhone. Como o objetivo de verificar a validade e confiabilidade para avaliação da altura do salto de contramovimento (CMJ) em comparação com o tapete de contato Cabral, R M et. al. (2018) avaliaram 41 idosos, sendo 12 homens (73,2 ± 6,4 anos; 68,3 ± 12,7 kg) e 29 mulheres (69,4 ± 8,9 anos; 64,7 ± 12,6 kg). A tabela 1 mostra a altura média dos saltos. De acordo com os resultados houve correlações quase perfeitas entre o My Jump App e as alturas do tapete de contato com o salto mais alto (r = 0,999; P = 0,000) a média dos três saltos (r = 0,999; P = 0,000) como usando todos os saltos (r = 0,999; P = 0,000). 



Como conclusão os autores relatam que o My Jump App apresenta uma concordância muito alta com o tapete de contato, demonstrando excelente confiabilidade e segundo os autores My Jump App pode ser considerado um método valido e confiável para calcular a altura do salto de pessoas idosas. Outro ponto chave para a utilização em relação a utilização do aplicativo é o baixo custo e sua simplicidade quando comparado a outros métodos.

Referência

Cruvinel-Cabral et al. (2018), The validity and reliability of the “My Jump App” for measuring jump height of the elderly. PeerJ 6:e5804; DOI 10.7717/peerj.5804

Obesidade e Asma



Recentemente um estudo de pesquisadores brasileiros ganhou um prêmio internacional na European Respiratory Congress. O trabalho ficou em segundo lugar do prêmio de melhor trabalho em Reabilitação Pulmonar e Doenças Crônicas realizado entre os dias 15 a 19 de setembro 2018 em Paris, França. Uma das explicações da relação da asma com a obesidade é que em obesos existe um aumento de citocinas pró-inflamatórias que se relacionam com a respostas inflamatórias nas vias aéreas agravando os sintomas. A terapia foi de exercícios físicos, orientação nutricionais (dieta equilibrada) e orientações psicológicas e verificou a influência do exercício físico e uma dieta em de obesos asmáticos. O que me chamou a atenção foi a simplicidade do protocolo de treinamento, que foi composto de treinamento cardiovascular e neuromuscular monitorado 2 vezes por semana em conjunto com dieta equilibrada durante 12 semanas. 1 - O treinamento aeróbico foi realizado em uma esteira intercalada com exercícios de bicicleta ou máquina elíptica para evitar a sobrecarga das articulações do participante. A intensidade do exercício foi baseada em 50% - 75% do pico de consumo de oxigênio e com monitoramento da com a frequência cardíaca alvo. Além de receberem orientações para caminharem 2 vezes na semana e um acelerômetro para incentivar a caminhada com o objetivo de alcançar as recomendações internacionais de atividade física. 2 - O treinamento de força preconizou o peitoral, deltoide, quadríceps e isquiotibiais (não informou os exercícios) com 2 series de 10 repetições de 50 a 70% de 1RM.
Como resultado o grupo que fez o exercício físico além de perder mais peso, também melhoraram os sintomas de ansiedade e depressão, também diminuíram a crise asmática e qualidade do sono.

Referência


FREITAS, P. D., A. G. SILVA, P. G. FERREIRA, A. DA SILVA, J. M. SALGE, R. M. CARVALHO-PINTO, A. CUKIER, C. M. BRITO, M. C. MANCINI, and C. R. F CARVALHO. Exercise Improves Physical Activity and Comorbidities in Obese Adults with Asthma. Med. Sci. Sports Exerc., Vol. 50, No. 7, pp. 1367–1376, 2018.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018



O exercício físico tem efeito protetor na cognição e na saúde cerebral de adultos mais velhos, essa é a conclusão de uma revisão publicada na Exercise and Sport Sciences Reviews de outubro de 2018. O artigo é bem interessante e começa falando sobre as mudanças cognitivas ocasionada pelo envelhecimento, desde o processo natural ocasionado pelo envelhecimento até o aparecimento das primeiras reclamações cognitivas subjetivas (memória), o comprometimento cognitivo leve que acomete os idosos em aproximadamente 12 a 18%, fala também das demências relacionadas a idade em especial a doença de Alzheimer e a deficiência cognitiva vascular.


Outro ponto interessante do artigo é que aponta uma proposta de mecanismos relacionados ao declínio cognitivo relacionado ao envelhecimento.
1.       Biomarcadores – influência dos biormarcadores no declínio cognitivo.
2.       Fatores Fisiológicos – Como os fatores fisiológicos são influenciados pela idade.
3.       Fatores Psicológicos e Estilo de Vida – Afetam a cognição.
E por fim fala da importância da atividade física nessa população e recomenda que os programas de exercícios físicos envolvam maior interação social.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

TREINAMENTO DE FORÇA PARA IDOSAS

Como o objetivo de verificar o efeito de um programa de treinamento de força (PTF) em mulheres idosas, Pereira et al, (2011) selecionou 56 mulheres, 28 para cada grupo. Grupos Controle (GC = 62,5 ± 5,4 anos; 68,2 ± 11,2 kg e 1,55 ± 0,06 cm) e Grupo Experimental (GE = 62,2 ± 4,3 anos; 66,2 ± 10,9 kg e 1,57 ± 0,06 cm) sem diferença significativa. O GC manteve a rotinas diárias e o GE foi submetido a um PTF de 12/sem para aprimorar a força explosiva. Os grupos foram avaliados antes e após 12/sem na capacidade física e com testes funcionais. Para avaliar a CF foram realizados os testes de Fmax no de 1Rm na leg extension e no Bech press e F.iso.max no handgrip. Também foram realizados testes de potência de CMJ, arremessos de medicine ball de 1,5kg e velocidade de caminhada (10m). Para avaliar a capacidade funcional foram realizados o Timed get-up and go test (figura 1.) e o Sit-to-stand test (figura 2).

 Não foram observadas diferenças significativas nas medidas antropométricas ao longo de 12/sem p/ ambos os grupos. De acordo com os testes o GE melhorou significativamente enquanto que o GC chegou a apresentar a piora em alguns testes. O GE melhorou (61,8%) no leg extension, e (44,1%) no bench press. No teste de preensão dominante e não dominante (5% e 6,9 %), enquanto que nenhuma mudança significativa foi observada para o GC (-5,5%; -6,0%; -1,4%; -1,0%, respectivamente). No CMJ o GE melhorou (40,2%), arremesso de medicine ball (17,2%), na velocidade de caminhada de 10m (−14,3 %). Também foram observados efeitos significativos no Timed get-up and go test e no Sit-to-stand test só para o GE. Como conclusão foi evidenciado efetividade em um PTF como uma ferramenta importante para promover e prolongar a independência funcional e a qualidade de vida.


Na minha opinião o ponto crítico:
  •           Eficiência De um PTF de treinamento (4 semanas).
  • ·         A inatividade a médio prazo em idosas é capaz de deteriorar a CF.
  • ·         Esse período não pode não ser capaz de promover mudanças antropométricas.
  • ·         O EF é importante mesmo que não ocorra emagrecimento e hipertrofia. 


     REFERÊNCIA
Pereira A, Izquierdo M, Silva AJ, Costa AM, Bastos E, González-Badillo JJ, Marques MC. Effects of high-speed power training on functional capacity and muscle performance in older women. Exp Gerontol. 2012 Mar;47(3):250-5. doi: 10.1016/j.exger.2011.12.010. Epub 2012 Jan 2.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Economia de Corrida + Treinamento Pliométrico






A Economia de Corrida (EC) pode ser definida como o custo de oxigênio (VO2) para uma dada velocidade submáxima de corrida. Em provas de endurance a EC parece ser vantajosa para realizar a atividade em um menor VO2. O estudo de Tuner et al. (2003) verificou a efetividade da EC após uma intervenção através do treinamento pliométrico (TP) durante 6 semanas.
• Amostra - GC = 8 (4 mulheres e 4 homens), foram orientados a manter a rotina de treinos (corrida). GE = 10 (6 mulheres e 4 homens), além de manter a rotina de treino de corrida foram instruídos a realizar 6 semanas de TP (3 vezes / semana, tipo dever de casa).
• Foram avaliados através de Testes de EC (1), Testes que avaliam a capacidade muscular de armazenar e devolver a energia elástica (2) e Testes de Vo2 max (3). (1) – realizados em esteira horizontal em 3 velocidades diferentes (2.23, 2.68 e 3.13 m/s) respectivamente (8.02, 9.64 e 11.26 km/h) para mulheres e velocidades de (2.68, 3.13 e 3.58 m/s) respectivamente (9.64, 11.26 e 12.88 km/h) para homens. (2) - Testes para avaliar a capacidade muscular de armazenar e devolver energia elástica, com a utilização do Squat Jump e Counter Moviment Jump (taxa de utilização excêntrica = CMJ – SJ), (Índice de força reativa = CMJ/SJ), e taxa de eficiência do CMJ e SJ (que poderá ser discutido em um outro post se perguntarem rsrsrs). (3) – O teste VO2max envolveu sessões intermitentes de corrida na esteira a uma velocidade constante, com graus positivos progressivamente de 2,5 a 7,5%, dependendo da velocidade e da estimativa de aptidão do sujeito. O grau foi aumentado em cerca de 2,5% com cada ataque subsequente e a escolha da velocidade de corrida no teste VO2max foi baseada na resposta do sujeito à velocidade mais alta dos testes de economia. • Resultados – apesar de verificar a EC de diversas velocidades só foram utilizadas as velocidades em que os homens e mulheres realizaram os testes. Sendo assim, as velocidades de 2.68 e 3.13 m.s correspondente a 9.64 e 11.26 km, apesar da analise indicar melhora na EC apenas a velocidade de 3.13m.s (11.26km.h) apresentou diferença significativa (P ≤ 0,05) entre os grupos.


A meu ver um fato interessante nesse estudo e que apesar de se verificar uma melhora na EC de corrida em uma das velocidade em que os homens e mulheres realizaram o teste (velocidade 3.13m.s) nos testes que avaliaram a capacidade muscular (SJ e CMJ) e a capacidade aeróbia (VO2) não foram verificadas melhoras significativas.



Referência
Turner AM1, Owings M, Schwane JA. Improvement in running economy after 6 weeks of plyometric training. J Strength Cond Res. 2003 Feb;17(1):60-7.

Pliometria no Futebol e Carga Ótima de Treinamento





Já é amplamente reportado os efeitos do treinamento pliométrico na melhora do desempenho esportivo. Diversas modalidades esportivas utilizam o método com o objetivo de melhorar a velocidade de corrida, habilidade de mudança de direção, resistência muscular e força máxima. Porém uma pergunta muito realizada é em relação a carga ótima de treinamento. Tentando responder essa questão Ramirez-Campillo et al, (2018) verificaram em 73 jovens de idade entre 10,9 e 15,9 anos engajado em um programa de treinamento com o futebol o efeito do TP. Os grupos foram randomizados em Grupo com altura fixa (GFixed n = 25), Grupo de altura ótima (GOpt, n = 24) e grupo controle (CG, n = 24). Os grupos de GFixed e GOpt realizaram o TP duas vezes na semana onde ouve uma substituição de treinos técnicos-táticos e o CG continuaram com a mesma rotina.
A diferença entre os grupos experimentais é que o GFixed utilizou caixa de altura fixa (30cm) e o grupo GOpt a altura da caixa foi individualizada através do teste de Índice de Força Reativa (RSI). Foram realizadas avaliações de antropometria, RSI no Drop Jump (achar a altura ideal da caixa), teste de sprint de 20 metros, teste de mudança de direção no Illinois e o teste de corrida de 2,4 km, teste de chute máximo e os testes de agachamento de 5-RMs. De acordo com os resultados os grupos não diferiam antes da intervenção. Porém, após as 7 semanas de treinamento ambos os grupos submetidos ao TP melhoraram na maioria dos testes e com um efeito mais significativo para o GOpt. As únicas variáveis que não melhoraram após o TP foi para o teste de Sprint de 20 metros para o GFixed e em relação ao teste de resistência e o teste de chute máximo para ambos os grupos. A mensagem que fica é que independentemente do método de treinamento que seja utilizado a individualização e a especificidade do treinamento é um aspecto de grande importância para melhora do desempenho. 


REFERÊNCIA
Ramirez-Campillo R, Alvarez C, García-Pinillos F, Sanchez-Sanchez J, Yanci J, Castillo D, Loturco I, Chaabene H, Moran J, Izquierdo M,. Optimal Reactive Strength index: Is it an Accurate Variable to Optimize Plyometric Training Effects on Measures of Physical Fitness in Young Soccer Players? J Strength Cond Res. 2018 Apr;32(4):885-893.

AVALIAÇÃO DE POTÊNCIA DE MMII - ALGUMAS CONSIDERAÇÕES E POUCAS DESCULPAS

Quem trabalha com avaliação de potência de membros inferiores normalmente estão familiarizados com os testes Squat Jump (SJ) e Salto com contra-movimento (CMJ). Estes testes geralmente são realizados em uma plataforma de força e/ou em tapetes de contatos tanto em laboratório como em campo. Uma outra opção com utilização de recursos tecnológicos é através de aplicativos de celular. Porém, outros testes são sugeridos para quem não tem esse aparato tecnológico, dentre eles temos o Sargent test (SAR), Abalakov teste (ABA) e os testes de horizontais com as duas pernas (SH) e o salto triplo ST. 
Com a finalidade de verificar a confiabilidade entre os testes com utilização de aparato tecnológico e sem. Então, Markovic, Dizdar e Cardinale (2004) verificaram a confiabilidade entre o SJ e CMJ através do tapete de contato com os testes sem utilização de tecnologia (SAR, ABA, SH e ST). De acordo com os resultados todos os testes apresentaram o Coeficiente de confiabilidade altos (α = 0,93 e 0,98) só que dentre os testes que apresentaram maiores coeficientes foram o SJ e o CMJ (α = 0,97 e 0,98). Os testes de SJ e CMJ também apresentaram os maiores Coeficiente entre ensaios e coeficiente de correlação intraclasse. Lá no artigo tem mais dados sobre as analises (ver figuras). Porém, a mensagem mais importante que fica, pelo menos para mim é que a falta de recursos tecnológicos não é desculpa para realização de avaliações periódicas e monitoramento de treinamento físico. 

Markovic G, Dizdar D, Jukic I, Cardinale M. RELIABILITY AND FACTORIAL VALIDITY OF SQUAT AND COUNTERMOVEMENT JUMP TESTS. Journal of Strength and Conditioning Research, 2004, 18(3), 551–555 q 2004 National Strength & Conditioning Association. DOI: 10.1519/1533-4287(2004)18<551:RAFVOS>2.0.CO;2




#CMJ 

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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Um teste muito conhecido para determinação do Limiar Anaeróbio (LA) é o teste de Conconi. É uma ferramenta de baixo custo e não invasiva para identificar o LA através do Ponto de Deflexão da FC. A ideia do teste é que como o aumento da velocidade (V) e da FC chega-se a um ponto onde ocorre a PDFC ou velocidade de deflexão, coincidindo com o início do acumulo acentuado de lactato sanguíneo. O estudo original é de 1982. Porém, Conconi e colaboradores (1996) publicou um outro artigo falando sobre as modificações do teste.

Lembro muito bem desse teste nas aulas práticas na faculdade, onde os professores faziam uma adaptação da adaptação do teste.

 1 – Aquecimento de 3 a 5’ com velocidade adaptada de acordo com o condicionamento do avaliado. (#sedentários – 4 a 5 km/h, #ativos – 5 a 7 km/h e #corredores de média e longa distância – 8 a 12 km/h).

2 – A progressão da carga acontecia de 0,5km/h a cada minuto com monitoramento constante da frequência cardíaca e a partir de 10km/h a velocidade era aumentada a cada minuto em 1km/h até a interrupção do teste.

Na descrição do estudo de Conconi (1996) a V é citada no aquecimento e inclusive ele estabelece normas para que o teste não apresente erro para detecção do PDFC.

Onde: 
1 – Aquec. – em geral 5’ minutos. 

2 – V Inicial – começar o teste com uma V baixa a moderada levando em consideração o condicionamento físico, sugerindo: 4 a 5 km/h crianças e sedentários, 5 a 7km/h sprinters e atletas de equipe e 8 a 12 km / h corredores. 

3 - Incrementos na V – Ajuste na V a cada 30 seg e de forma que a FC não se eleve em mais de 8 bpm (conforme a figura retirada do artigo de 1996).  Após perceber o PDFC através de sinais físicos (vermelhidão ou dificuldade respiratória) orientava aumentar a V com a finalidade do avaliado atingir a sua velocidade máxima.

Referência


https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8912066

domingo, 28 de maio de 2017

Um teste muito utilizado para quem trabalha com prescrição de treinamento aeróbio (corrida de rua) é o teste de Weltman. O legal do teste que fornece equações para identificar velocidades associadas para o #LimiardeLactato (LT), concentrações fixas de lactato sanguíneo (FBLC) (2.0, 2.5 e 4.0 mM de lactato) e também para velocidade pico. É um teste de fácil aplicabilidade, onde o objetivo do teste é que o avaliado percorra no menor tempo possível a distância de 3200 metros e o tempo em minutos é utilizado na equação para verificar a velocidade.
Esse teste é baseado em três estudos do Weltman. O primeiro estudo de 1987 como o objetivo de examinar a capacidade de prever o limiar de lactato e as concentrações de lactato sanguíneo fixo de um teste de campo de 3200 m em corredores homens. O Segundo de 1989 com o objetivo examinar a utilidade de um teste de campo de 3200 m para prever o limiar de lactato e concentrações de lactato sanguíneo fixo em mulheres não treinadas e o terceiro estudo de 1990 onde o objetivo era de examinar a capacidade de desenvolver um teste de campo de corrida para prever Limiar de lactato e FBLC em mulheres com diferentes níveis de aptidão.
Agora observem o melhor de tudo isso. Eu peguei as equações dos três estudos e coloquei no programa Excell para verificar a velocidade associada ao LT, supondo que um indivíduo faça 3200m em 9 minutos existirá uma variação de 4.3km/h do primeiro para o segundo estudo, uma variação de 4.3km/h do segundo para o terceiro estudo e de 8.7km/h do primeiro para o terceiro estudo.


https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2674038
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/3429086
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2262230

sábado, 27 de maio de 2017

Com o objetivo que analisar o risco de lesão do Ligamento Cruzado anterior (LCA) do Joelho em atletas, Myer, Ford e Hewett (2008) analisaram a aplicabilidade Tuck Jump (ver figura). Nesse teste o avaliado realiza saltos múltiplos, com flexão de joelhos e quadril durante dez segundos com a finalidade de identificar desequilíbrios musculares.
O legal desse teste é que geralmente o movimento já é utilizada em treinamento de atletas para melhora de potência de MMII e sua utilização também pode ser utilizado como forma de avaliação economizando tempo e dando um bom indicativo de melhora técnica do movimento. A ideia central é que através da análise biomecânica é possível verificar desequilíbrios musculares dos MMII, em atividades pliométricas de alta intensidade. De acordo com a realização do teste é possível verificar se o avaliado apresenta seis erros comuns:
1 – Colapso medial do joelho (valgo dinâmico);
2 – Joelhos não ficam paralelos durante o salto;
3 – Sincronização dos MMII durante o salto (as pernas não ficam paralelas);
4 – Aterrisagem com os pés muito próximos (não consegue manter os pés na largura dos ombros);
5 – Não consegue manter os pés paralelos durante a aterrissagem;
6 – Não conseguir manter os contatos com os pés no solo de forma simultânea.
Como sugestão os autores propõem que durante a pré-temporada sejam realizados treinamentos pliométrico e neuromuscular com o intuito de aumentar o desempenho e reduzir o risco de lesões.
Referêcia:
Myer GDFord KRHewett TE. Tuck Jump Assessment for Reducing Anterior Cruciate Ligament Injury Risk. Athl Ther Today. 2008 Sep 1;13(5):39-44.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Fases do Ciclo alongamento - encurtamento (CAE)
Já é muito bem reportado na literatura a importância do treinamento pliométrico. Porém o fato mais importante para este tipo de treinamento está caracterizado no entendimento do CAE, onde é utilizado um alongamento seguido rapidamente do encurtamento da musculatura. Para explicar melhor a CAE no salto por exemplo: a pessoas agacha o mais rápido possível e como contra movimento produz um salto mais potente possível. O movimento consiste de 3 fases distintas, porém, todas contribuem diretamente para perfeição do movimento. A 1ª. fase se caracteriza pelo pré-estiramento ou fase excêntrica. Onde o fuso muscular da unidade musculo-tendínea é ativado atuando também nos componentes elásticos paralelos e em serie melhorando posteriormente a fase concêntrica (3ª. Fase) resultante. A 2ª. fase é conhecida como fase de amortização ou fase de transição entre a fase excêntrica (1ª. Fase) e a fase concêntrica (3ª. Fase). Nessa fase que acontece o acumulo de energia elásticas, energia essa que é armazenada produzindo uma transição para a fase concêntrica mais potente. Então, o objetivo dessa fase é que o movimento (amortização ou colisão) seja menor possível, quanto maior for retardado a amortização a energia elástica é desperdiçada em forma de calor e o movimento posterior tem uma menor potência. Já a 3ª. Fase conhecida como fase de encurtamento/ fase concêntrica consiste na resultante da energia elástica acumulada nas duas fases anteriores.

quarta-feira, 3 de maio de 2017


Olha que legal, um estudo publicado na Plos one por brasileiros em 2016 comparou o efeito de dois programas de treinamento na melhora do sprint e na agilidade de jogadores sub-20 de futebol. 27 jogadores foram selecionados para compor um dos grupos: agachamento com saltos (SJG) n = 14 e Push Press (OPPG) n= 13. Porém 10 atletas foram excluídos devido por lesões e apenas 16 atletas completaram o estudo, (SJG, n = 9 e OPPG, n = 8), o protocolo de treinamento ocorreu na pré-temporada. Para avaliar o pré e pós foram utilizados testes de impulsão vertical (SJ e CMJ), salto com a barra olímpica (MPP) e push prees (PP), velocidade de corrida para 5, 10, 20, 30 metros e testes de agilidade percorrendo um percurso de 20 metros com mudança de direção (zig-zag) marcados com fotocélulas.
Os resultados das avaliações de ambos os grupos foram semelhantes em pré-treinamento para todas as variáveis avaliadas. Após o protocolo de treinamento de 6 semanas, as alturas de salto vertical (SJ e CMJ) e o MPP no exercício SJ apresentaram provavelmente algumas melhorias no grupo JSG (ES = 0,53, 0,38 e 1,30, respectivamente), enquanto o grupo OPPG apresentou uma melhoria quase certa apenas em o exercício de PP (ES = 1,23). O grupo JSG apresentou maiores melhorias no SJ, CMJ e MPP do que o grupo OPPG (ES variando de 1,32 a 3,18), enquanto o grupo OPPG apresentou maior melhora no MPP e P do que o JSG (ES = 2,49) (efeito de interação [grupo x Tempo], P <0,05) (Tabela 2). Além disso, agregando os valores pré e pós, o exercício PP apresentou provável valores mais elevados de potência em comparação com o exercício SJ (712,92 ± 113,34 W x 755,74 ± 145,95 W, para JS x PP exercícios; ES = 0,33).
Como conclusão os autores apontaram que os exercícios de SJ é mais efetivo para promover transferência em corridas de curta e longa distância (5 m e 30 m) e apontaram para a superioridade do SJ está relacionado as características mecânica, principalmente pela semelhança da tripla extensão segmentar ser muito parecida durante as passadas do sprint no SJ.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Bases do treinamento pliométrico.
Davies e colegas fizeram uma revisão em 2015 e parte do estudo pontuou sobre as bases do treinamento pliométrico. Segundo os autores as bases da pliometria são: Base Fisiológica; Base Mecânica e Base Neurofisiológica.
A Base Fisiológica é pautada principalmente na capacidade de produção de força. 1 - Como os componentes contrateis (CC) das pontes cruzadas (actina e miosina) e sarcômero interagem com o objetivo de desenvolver o controle motor e consequentemente no desenvolvimento na produção da força. 2 - Como a unidade musculo-tendínea atua para aumentar a capacidade das fibras musculares gerarem mais tensão e produção de força resultante através do seu pré-estiramento. 3 – Dos tipos de contrações musculares (concêntrica, isométrica e excêntricas) e na capacidade maior de produção de força pela ação excêntrica e do consequente aparecimento de Dor Muscular de Efeito Tardio pelos microtraumas causados nos componentes elásticos em serie e em paralelo do músculo e 4 – como as contrações voluntárias rápidas seguem um recrutamento seletivo das unidades motoras, principalmente pela intensidade proposta pelo treinamento pliométrico e ativação das fibras de contração rápida.
Em ralação a Base Mecânica a capacidade de produção de força se explica principalmente pelos componentes musculares: Componentes Contrateis e Elástico (Serie e Paralelo) e a interação de ambos para produção de força. Os Componentes elásticos, principalmente em serie age como uma mola propulsora fazendo com que o movimento seja mais potente.
Já a Base Neurofisiológica explica como os proprioceptores (Fuso Muscular, Órgão Tendinoso de Golgi e os mecanorreceptores localizados nos ligamentos e capsulas articulares) quando estimulados atuam facilitando, inibindo e modulando a musculatura agonista e antagonista.

Int J Sports Phys Ther . 2015 Nov; 10 (6): 760-786.

domingo, 30 de abril de 2017

Em um estudo de revisão de 1999, Wong e colegas tiveram como objetivo reunir informações sobre pesquisas da composição corporal humana e expor as raízes históricas e identificar a tendências para esse campo de estudo. O que me chamou atenção nesta revisão foi o que o autor chamou de áreas da composição corporal e ainda segundo ele trabalhos de Justus von Liebig (1803-1873) fundamentou-se na análise química e marcou o início do estudo moderno da composição corporal. A partir daí pesquisas relacionadas a análise da composição corporal foram pautadas em três áreas distintas, porém relacionadas entre si: 1- Regras da composição corporal (RCC), 2- Metodologia da composição corporal (MCC) e 3- Alterações na composição corporal (ACC).
1 – RCC – a primeira área baseou-se na coleta de informações sobre os componentes do corpo, e teve seus trabalhos realizados a partir da autopsia de cadáveres.
2 – MCC – a segunda área baseou-se em estudo in vivo analisando vários componentes corporais.
3 – ACC – a terceira área baseou-se em pesquisas que analisavam fatores influenciavam na composição corporal.
Antes que esqueça. As projeções futuras (há 18 anos) estavam relacionadas para o aprimoramento das técnicas de imagem e de ativação de nêutrons.

sábado, 29 de abril de 2017

 As duas imagens acima correspondem a dois estudos clássicos que analisaram a relação de testes diretos para análise da capacidade aeróbia com testes indiretos. A 1ª Imagem corresponde ao famoso teste proposto por Kenneth Cooper ou teste de 12 minutos, teste esse que para predizer VO2max o avaliado anda ou corre a maior distância em 12 minutos e a patir utiliza a equação VO2max = (Distância km – 504,1) / 44,79. O engraçado disso é que Cooper não apresentou a equação nesse seu estudo, ele apresentou um nomograma baseado nos estudos de Balke, (1963). Já a 2ª imagem corresponde ao estudo de Balke, (1963). Nesse estudo o VO2max foi correlacionado a distância percorrida em 1, 5, 12, 20 e 30 minutos. Ao que parece pelo gráfico apresentado nesse estudo o tempo de 12 minutos apresenta uma melhor associação com o VO2max obtido de forma direta.
Será que exercícios pliometricos são eficazes para saúde óssea de crianças e adolescentes?
Esse foi o objetivo de Gómez-Bruton A, e colaboradores (2017) e depois de uma análise criteriosa 26 artigos preencheram os critérios de seleção e foram incluídos nesta revisão. Os artigos foram subdivididos em quatro tipos intervenções: Conteúdo Mineral Ósseo (CMO), Densidade Mineral Óssea (DMO), Estrutura Óssea e outros fatores que afetam a massa óssea (ingestão de cálcio, estado puberal, protocolos de treino e raça).
Segundo os autores, em relação ao CMO os exercícios pliometricos promovem benefícios. Uma intervenção combinada de 15 minutos extras de corrida e saltos quando comparados ao grupo controle. Já para a DMO sugeriram mais estudos que comparem diferente tipos de intervenções com a finalidade de determinar qual mais eficaz em relação a massa óssea. Em relação aos Índices de estrutura óssea e força nenhum dos estudos avaliou a estrutura e força óssea, porém sugere que que quanto mais tempo os exercícios são praticados melhores são os benefícios dessas intervenções. Para ingestão de cálcio embora tenham encontrado poucos estudos que avaliaram em conjunto exercícios pliometricos e ingestão de cálcio. Parece que é mais eficaz realizar exercícios e consumir cálcio que realizar o exercício sozinho ou só consumir cálcio. Em relação a maturação biológica sugeriram novos estudos para implementar uma intervenção em crianças púberes e pre-puberes e assim determinar em qual fase o exercício apresenta melhores benefícios apesar de relatarem efeitos positivos em ambas as fases. Quanto a análise do efeito dos exercícios em diferentes raças, apenas dois estudos foram selecionados e após a intervenção e encontraram maiores efeitos na DMO em crianças asiáticas quando comparadas a crianças brancas em programas de treinamento semelhante. Porém, estas diferenças foram atribuídas a diferenças na faixa etária.
Conclusões:
• Intervenções de salto durante a infância e adolescência melhoram os parâmetros de saúde óssea, como a CMO, DMO e a estrutura óssea sem apresentar efeitos colaterais.
• Além disso, estes efeitos são mantidos no tempo após a intervenção ter terminado.